sexta-feira, 23 de setembro de 2016

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Degeneração Macular Relacionada à Idade

A degeneração Macular relacionada à idade (DMRI) é uma doença crônica e progressiva da mácula que pode levar à perda da visão central. A mácula é uma região pequena da retina. É responsável pela visão central, rica em detalhes, necessária para atividades como: dirigir, ler, reconhecer pessoas e assistir a TV.




A DMRI é a principal causa de perda grave de visão e cegueira em pacientes com mais de 50 anos nos países desenvolvidos. Estima-se que em 2020, até oito milhões de pessoas com 65 anos ou mais poderão apresentar a doença.
O sintomas mais comuns da DMRI são manchas ou áreas de embaçamento centrais ou distorção de objetos. A visão mais periférica normalmente permanece sem alterações. Tipicamente, a doença acomete um olho a princípio, havendo chance de 43% de atingir o outro olho em cinco anos.
É classificada em dois tipos: não exsudativa (seca) e exsudativa (neovascular). “O ideal é que o diagnóstico seja feito nas fases iniciais da doença, antes mesmo de causar sintomas perceptíveis. Para isso a é recomenda-se fazer uma avaliação oftalmológica completa, incluindo o exame de fundo do olho, regularmente. Levando-se em consideração a idade: dos 40 aos 64 anos a cada dois a quatro anos e após os 65 anos a cada um a dois anos”, recomenda o oftalmologista Ricardo Reis.
“A idade é sem dúvida o maior fator de risco para DMRI. De acordo com algumas estimativas, 25% das pessoas com 65 a 74 anos apresentam essa doença ou possuem risco elevado de desenvolvê-la. Mas, pesquisas indicam que indivíduos com história familiar de DMRI têm risco maior”, explica Dr. Ricardo Reis.
Estudos revelam ainda que fumantes ou ex-fumantes têm risco até duas vezes maior de desenvolver DMRI.




terça-feira, 30 de agosto de 2016

Quantas cores será que você enxerga? Faça o teste e descubra!

Gostaria de saber mais a fundo quantas cores o olho humano é capaz de enxergar? A resposta é um pouco mais complicada, isso porque depende da pessoa, nós não enxergamos a mesma quantidade de cores.
As nuances das cores que os seres-humanos enxergam depende do número e da distribuição de cones (receptores de cor) no nosso olho. Apenas 25% das pessoas têm um quarto cone e conseguem ver as cores como elas são. Para comprovar isso, existe um teste. Quantas cores você consegue contar na imagem abaixo?


Veja os resultados

Se você enxerga menos de 20 cores: dicromata
O indivíduo com essa característica possui apenas dois tipos de cones. 25% da população é dicromata.

Se você vê entre 20 e 32 cores: tricromata
Nesta condição a pessoa detém três tipos de cones (púrpura/azul, verde e vermelha). 50% da população é tricromata.

Se você vê entre 33 e 39 cores: tetracromata
A pessoa possui quatro tipos de contes (púrpura/azul, verde, vermelho mais e amarela). 25% da população é quadricromata.


terça-feira, 23 de agosto de 2016

Você tem olhos castanhos? Então saiba que você é muito especial!

Castanho, azul, verde… essas são algumas das cores dos olhos. Nossa espécie possui um grande polimorfismo, com vários tons de pele, de cor dos olhos e dos cabelos. Tudo isso está relacionado a questões genéticas e evolutivas: essas tonalidades estão ligadas a produção de melanina, e quanto maior a quantidade desse pigmento, mais escuros são os olhos, os cabelos e a pele. Evolutivamente falando, há milhares de anos, em algum momento, indivíduos que se afastaram dos trópicos deixaram de sofrer pressão de fatores ambientais (como a exposição aos raios ultravioletas – UV), e começaram a produzir uma menor quantidade do pigmento, surgindo assim peles, cabelos e olhos de tonalidades claras. Além disso, a produção de melanina está relacionada a genética, mas, ao contrário do que se fala, não é uma característica mendeliana monogênica, ou seja, não é influenciada por um único gene. Atuam também sobre a expressão desses fenótipos diversos fatores ambientais.

Na nossa sociedade, comumente temos um padrão de beleza europeizado, principalmente pelas relações de poder e ideologias deturpadas, nas quais o homem branco, loiro, de olhos azuis, é considerado o modelo de beleza e perfeição. Na história, como apontamos em um texto sobre eugenia, são comuns os episódios em que se exalta esse modelo de beleza e inferioriza outros padrões. Mas seria mesmo as pessoas de olhos claros superiores? Já sabemos que pessoas com olhos e pele claras são mais sensíveis a luz e correm mais riscos à exposição aos raios solares. No entanto, para você que acha que seus olhos possuem uma cor comum e que a proteção contra os raios UV é a única vantagem, aqui vai uma novidade: de acordo com a ciência, seus olhos castanhos são especiais!


De acordo com uma pesquisa realizada por cientistas e psicólogos, pessoas com olhos castanhos transmitem maior confiança, possuem um espírito mais enérgico e são capazes de se sensibilizar mais facilmente com a dor alheia. Assim, por inspirarem maior confiança, pessoas com olhos castanhos parecem ter mais facilidade em fazer amigos e, portanto, são mais sociáveis. São pessoas apaixonadas pela vida, e que são tão sensíveis, que são capazes de viver a dor do próximo. Essas pessoas são lutadoras e capazes de fazer de tudo por quem amam! Bonito, não é mesmo? As pesquisas indicam também que o formato do rosto influencia, e muito, nessas percepções sobre a personalidade das pessoas. Outra pesquisa ainda indica que pessoas com olhos escuros possuem maior reflexo, mas nada indica quem tem melhor visão ou não.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

A importancia da consulta de rotina

Dados divulgados no último ano pela organização Retina Brasil, apontam que cerca de 7% dos brasileiros nunca foram ao oftalmologista. A pesquisa foi realizada com o apoio da Bayer HealthCare e ouviu cinco mil pessoas em cidades de grande porte. Ainda de acordo com a pesquisa, 42% dos entrevistados não fazem visitas regulares ao oftalmologista e só procuram o médico quando percebem algum problema ocular.

Os números preocupam a sociedade médica, pois as visitas de rotina ao oftalmologista podem diagnosticar problemas oculares que demoram a apresentar sintomas, aumentando a probabilidade de sucesso no tratamento.

O Glaucoma, doença que apresenta perda de visão periférica gradativa em decorrência do aumento da pressão ocular, não é reversível, ou seja, uma vez que o paciente perde parte da visão, não é possível recuperá-la. O tratamento consiste em equilíbrio da pressão para que outras áreas de visão não sejam atingidas.

O tratamento da Degeneração Macular por sua vez, apresenta boas probabilidades de melhora. Porém, possui maior chance de sucesso quando diagnosticada com antecedência.
Além desses e outros casos mais graves, é grande o número de pessoas que possuem problemas de visão como miopia, astigmatismo ou hipermetropia e não utilizam óculos ou lentes de contato.

A recomendação médica é que crianças e adultos visitem o oftalmologista anualmente mesmo que não apresentem nenhum problema ocular. No caso das crianças, problemas de visão não diagnosticados podem causar baixo rendimento escolar e falta de interesse nos estudos.
Na consulta de rotina são realizados, além dos testes de visão, exames de pressão ocular e fundo de olho, que podem indicar a necessidade de exames mais complexos ou uso de medicação.

Existem tratamentos modernos e eficazes para a maior parte dos problemas oculares, mas é preciso estar atento quanto ao surgimento dessas doenças para que elas sejam combatidas ainda no início, aumentando a chance de melhora ou qualidade de vida dos pacientes.


terça-feira, 9 de agosto de 2016

Uma opção para quem precisa de um Transplante de Córneas

Uma bolada no futebol, uma conjuntivite, um acidente na fábrica, um cisco nos olhos, uma explosão no forno do fogão, um acidente de automóvel, tudo isso é perigoso e pode ser motivo de perda de visão. Como opção para recuperar a visão, resta apenas um transplante que tem toda a sua base estruturada em banco de olhos.

O transplante de córnea é a mais comum modalidade de transplante de tecidos. Nos Estados Unidos são feitos cerca de 35.000 transplantes de córnea por ano, com sucesso de 90% em casos de bom prognóstico. No Brasil, o número de transplantes é ainda pequeno (mais ou menos 3.000/ano), apesar das constantes campanhas, como também da lei criada no último ano pelo Governo Federal que estabeleceu a inclusão na carteira de identidade do termo doador de órgãos. Caso a pessoa não se interessar em ser um doador de órgãos, basta que ele não inclua isto em sua identidade.

Banco de Olhos

Um banco de olhos é uma entidade sem fins lucrativos que recebe doações, prepara e distribui córneas para transplante, ensino e pesquisa. O Banco de olhos não escolhe e nem tem preferência de qualquer espécie, pois a pessoa que irá receber os olhos entrará numa lista de espera seguindo uma ordem cronológica de inscrição. Se os olhos doados forem de cor diferente da do olho do paciente que irá receber, não haverá problema, pois as partes dos olhos que serão utilizados não influem na cor. Não há idade limite para ser doador. O paciente pode ter qualquer idade para ser beneficiado com o transplante.

Mesmo que a pessoa tenha qualquer deficiência nos olhos pode ser doador, mesmo que tenha os olhos afetados por miopia, hipermetropia, astigmatismo, catarata e outras doenças, poderá doá-los; pois para o transplante é aproveitada apenas a córnea. O restante é utilizado para pesquisa de doenças oculares. A equipe técnica de um banco de olhos é normalmente composta por especialistas em oftalmologia, médicos e outros profissionais aptos na manutenção de um trabalho médico altamente especializado. Em alguns casos, os bancos de olhos contam trabalhos de divulgação. No Brasil podemos encontrar estes serviços ligados aos centros de transplantes de órgãos, normalmente vinculados às secretarias estaduais de saúde nos diversos estados do país. Além disso, uma boa parte deles são particulares ou ligados a alguma universidade federal ou estadual.

Indicação

Esse tipo de cirurgia é indicado quando existe a perda da integridade da córnea, opacidade central da córnea, curvatura anormal da superfície da córnea, que não possa ser corrigida por lentes de contato infecção que não responde ao tratamento clínico. Normalmente os tipos de anestesias que podem ser a geral ou local, dependendo da idade, cooperação do paciente e das condições do olho. A anestesia geral é obrigatória em recém nascidos, crianças e adultos que não cooperam.

Já o doador é toda pessoa que voluntariamente se inscreva em banco de olhos ou em um dos postos de doação. Além disso, os interessados em realizar uma doação podem ainda no Brasil, colocar na carteira de identidade se é ou não um doador, tanto de córnea, como de qualquer outro órgão. No caso da doação dos olhos, os bancos de olhos e postos de saúde lembram que é melhor fazer a doação em vida. Com a doação de seus olhos, estes podem ser utilizados, após sua morte, por qualquer outra pessoa que deles necessite. O doador deve preparar seus familiares para que seja cumprida sua vontade após sua morte. A família deve avisar o banco de olhos imediatamente após a morte do doador, pois os olhos poderão ser retirados só até quatro horas após o falecimento.

Tecido /Doação

O tecido ocular vem de pessoas que querem doar seus olhos por ocasião da morte para beneficiar pessoas com deficiência visual. Alguns assinam um cartão de doação em vida; outros não o fazem, mas seus familiares, sabendo que da intenção de seu ente querido, assinam o formulário de doação no momento da morte. A doação ocular só se torna efetiva após a morte.

Uma das perguntas, segundo o oftalmologista Dr. Stanley Campolina Vidal, especialista em vítreo e retina, mais comuns por parte da sociedade é saber se todo o olho é transplantado. Isto não acontece, pois apenas a córnea é transplantada. Outras partes do olho podem ser usadas de outras maneiras. A esclera, que é a parte branca do olho, por exemplo, é usada em cirurgias de plástica ocular. Outras partes do olho são usadas em pesquisa sobre causas e cura de doenças oculares causadoras de cegueira. A córnea é a parte anterior e transparente do olho. Ela é como o vidro do relógio.

Para o oftalmologista, é importante lembrar sobre a importância da doação, pois em alguns, como nas emergências por exemplo, às vezes o paciente pode esperar muito tempo até ter o material doado à disposição. Segundo ele, a córnea é um tecido nobre, que pode dar esperanças para quem realmente precisa. Qualquer pessoa, ou melhor qualquer um que tenha a córnea sadia pode ser doador. Não há limite de idade. O uso de óculos não impede a doação. Para doar as córneas, ou melhor se as pessoas têm intenção de doar, basta assinar um cartão de doação junto ao Banco de Olhos ou apenas preencher o formulário aqui disponível. Não se esqueça de avisar sua família e amigos da sua intenção, pois, para que a doação se concretize, são eles que devem notificar o Banco no momento da morte. Quando a pessoa é menor de idade, os pais ou responsáveis é que têm que dar o consentimento, explica o médico.

Em casos de desistência da doação, basta que a pessoa rasgue o cartão de doação e comunique o fato à família e ao Banco de Olhos. A doação não interfere com o velório ou o enterro. A doação não altera a aparência do doador e não atrasa o enterro. Não existem gastos com a doação. A doação não acarreta nenhum gasto para a família do doador. Os custos envolvidos no preparo da córnea (R$600,00) são cobertos pelo Banco de Olhos.

Transplante

O transplante é uma cirurgia que troca a porção central da córnea doente por uma córnea sadia doada. A nova córnea é fixada com um fio especial mais fino que um fio de cabelo, com o auxílio de um microscópio cirúrgico. Para exemplificar um transplante de córnea, é como voltarmos ao exemplo de um relógio, se o vidro estiver embaçado fica difícil enxergar o mostrador. Para podermos usá-lo, é necessário substituir o vidro por outro transparente. Da mesma forma, o transplante só está indicado quando o problema for na córnea. Isto pode acontecer por diferentes motivos, ou seja, por alguma doença adquirida, por um defeito de nascimento ou por um ferimento. Em tais situações, a visão fica prejudicada e não é possível melhorá-la com uso de óculos. Só a troca da córnea doente por outra sadia e transparente pode melhorar a visão.

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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Por Que Fechamos os Olhos para Ativar a Lembrança?

Quando você esquece de algo ou tenta ativar a lembrança dele, parece que você precisa anular a sua visão e concentrar no escuro de sua mente. A maioria das pessoas precisa fechar seus olhos para conseguir relembrar, mas será que isso é realmente eficiente?
Essa prática é tão comum que pesquisadores da Universidade de Surrey, resolveram estudar esta ação para analisar se realmente é eficiente na recuperação de uma lembrança. A pesquisa foi feita com 178 voluntários e o resultado foi positivo.
Os 178 voluntários viram um filme de um roubo a uma propriedade. Depois eles precisavam descrever quais os itens que haviam sido roubados. Então, os pesquisadores criaram dois grupos. Os que precisariam ativar uma lembrança com os olhos abertos e a outra metade dos que iria ativar sua lembrança com os olhos fechados.

1 – Primeira etapa foi um teste visual
O grupo que respondeu com os olhos abertos, lembrou 41% dos itens e respondeu às perguntas corretamente. O grupo que respondeu com os olhos fechados, conseguiu se lembrar de 75% dos itens.

2 – Segunda etapa foi um teste auditivo
Aqui, eles precisaram descrever os sons que ouviram em algumas cenas. Como no teste visual, os que fecharam os olhos tiveram um resultado maior dos o que não fecharam.

Por que isso acontece?
Segundo os pesquisadores, a questão está no foco. Quando fechamos os olhos nosso cérebro ignora com mais facilidade o que está à nossa volta. Assim, eliminando boa parte de distrações possibilitando que nosso foco seja mais eficiente.

Além de ajudar a lembrar de coisas corriqueira, os pesquisadores acreditam que a polícia pode adotar essa técnica e aplicar em testemunhas para que consigam se lembrar com mais detalhes sobre um ocorrido.